Educação e Sexualidade
- Resumo do texto: Violência sexual: caracterização e análise de casos
revelados na escola.
A
violência sexual é um termo ocorrido na vida de crianças e adolescentes, que
vem se tornando cada vez mais abrangente, principalmente, por parte de
familiares e pessoas conhecidas.
Segundo
Gabel (1997), o abuso, indica etimologicamente, inadequação do uso normal, mau
uso, uso excessivo, ultrapassagem de limites e transgressão. O mesmo autor
aponta que a análise terminológica tem originado críticas quanto ao uso de
expressão "abuso sexual", advinda da tradução do inglês sexual abuse,
em que estaria implícito um uso sexual permitido de crianças e adolescentes por
adultos. Assim, o abuso seria, o uso sexual de crianças e adolescentes além do
permitido. Sendo dessa maneira a expressão "abuso sexual" opta-se
pela expressão "violência sexual" por julgá-la mais adequada para
abranger as dimensões da vitimização sexual.
A
vítima de violência sexual está exposta a diferentes riscos, que comprometem a saúde
física e mental (Neves, Ramirez e Brum, 2004). As consequências dessa violência
podem ser devastadoras e também duradouras. A mesma está voltada para as
alterações resultantes do impacto da vitimização sexual que seriam úteis para a
sua identificação. E existem vários sintomas que podem aparecer na infância e
até mesmo se estender pela a vida adulta tais como: depressão, transtorno de
estresse, sentimentos de culpa, entre outros.
Segundo
Lisboa (2002), revela um fator muito importante quando há um enfrentamento de
um problema de violência sexual. São relações
interpessoais, que coexistem questões de hierarquia e poder, assim como outros
fatores. As vítimas que sofrem por violência sexual passam a desenvolver várias
deficiências inadequadas que afetam o processo de aprendizagem e de
estabelecimento de relações sociais, diminuindo dessa maneira a revelação do
que sofreu com a violência.
A
escola deve se comprometer com fatores que tendem a diminuir o índice de
violência sexual, contribuindo com estratégias adaptadas para as vítimas,
desenvolvendo um vínculo de confiança que possam favorecer alterações no
comportamento do aluno.
Portanto,
cabe ao educador assim como todos os profissionais que integram o espaço
escolar, conhecer sobre essa temática, observar e perceber o que ocorrem com as
crianças e os adolescentes que compõe este local, para que dessa forma possam ajudar
as vítimas da violência sexual a solucionar tais problemas que venham
desmotivar e denegrir a conduta pessoal dos alunos, promovendo oportunidades
que possam desenvolver o relacionamento social e compreender a aceitação das
diferenças interpessoais de cada ser.
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