Orientação Sexual nos Parâmetros
Curriculares Nacionais
Esse foi um dos temas discutido na aula passada do
dia 07/02/2013 e a professora Ana Raquel nos pediu que através da leitura do
texto dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Orientação Sexual, nós
graduandos do curso de pedagogia com base na disciplina de Educação e
Sexualidade fizéssemos um resumo; que estará descrito abaixo:
O tema da sexualidade está na "ordem do
dia" da escola e atualmente, a sexualidade abrange diversos espaços
escolares abordando gênero e diversidade no âmbito escolar.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCNs), a sexualidade é um tema transversal, a fim de disseminar-se por todo
campo pedagógico e irradiar seus efeitos em domínios os mais heterogêneos,
dentre outros, na Educação Física.
A escola é apontada muitas vezes como espaço
importante de prevenção ao se tratar de sexualidade por veicular informações
sobre: como evitar gravidez, proteger-se de doenças sexualmente t
ransmissíveis, entre outros. Porém, cabe a família juntamente com a escola
orientar crianças, adolescentes e jovens sem perspectivas de vida, para
contribuírem com o desenvolvimento desses indivíduos levando-os a atribuírem um
pensamento reflexivo de forma educacional no sentido de valorizar o seu próprio
comportamento e conduta.
A nova tecnologia do sexo surgida no século XIX, se
desenvolveu ao longo de três eixos: o da pedagogia, o da medicina e o da
demografia. Segundo ALTAMANN Helena, o
sexo passa a ser negócio de Estado e, para que ele seja administrado, todo o
corpo social e quase cada um de seus indivíduos são convocados a posicionarem-se em vigilância. Desenvolvido a
toda tecnologia da vida política, o sexo faz parte das disciplinas do corpo que
permite um exercício de micro poder pertencente à regulação das populações
tornando-se individualidade à vida do corpo e à vida da espécie.
No Brasil em decorrer dos anos 20 e 30 ocorreram os
problemas de "desvios sexuais" deixando de serem percebidos como
crimes passando a serem concebidos como doenças sendo assim, a escola torna-se
um espaço de intervenção preventiva da medicina higiênica cuidando da
sexualidade de crianças e adolescentes a fim de que produzam comportamentos
normais.
A orientação sexual deve estar presente no âmbito
escolar do sistema educacional, impregnando toda àrea do conhecimento não
apenas da Educação Física, mas também de todas as disciplinas do conhecimento
que atribuam questões relacionadas ao tema. Intensificando os conteúdos para
que possam favorecer a compreensão do ato sexual relacionados à manifestação da
sexualidade.
Contudo, o trabalho de Orientação Sexual visa
desvincular os preconceitos e tabus da sexualidade apontando como algo ligado
ao prazer à vida entre cada ser, por isso não deve ser punido e nem proibido no
ambiente escolar mas intervir nesse espaço concebendo uma função transversal
que possa atravessar as fronteiras disciplinares do conhecimento.
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