quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Aula do dia 07/02/2014


Orientação Sexual nos Parâmetros Curriculares Nacionais

Esse foi um dos temas discutido na aula passada do dia 07/02/2013 e a professora Ana Raquel nos pediu que através da leitura do texto dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Orientação Sexual, nós graduandos do curso de pedagogia com base na disciplina de Educação e Sexualidade fizéssemos um resumo; que estará descrito abaixo:

O tema da sexualidade está na "ordem do dia" da escola e atualmente, a sexualidade abrange diversos espaços escolares abordando gênero e diversidade no âmbito escolar.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), a sexualidade é um tema transversal, a fim de disseminar-se por todo campo pedagógico e irradiar seus efeitos em domínios os mais heterogêneos, dentre outros, na Educação Física.
A escola é apontada muitas vezes como espaço importante de prevenção ao se tratar de sexualidade por veicular informações sobre: como evitar gravidez, proteger-se de doenças sexualmente t ransmissíveis, entre outros. Porém, cabe a família juntamente com a escola orientar crianças, adolescentes e jovens sem perspectivas de vida, para contribuírem com o desenvolvimento desses indivíduos levando-os a atribuírem um pensamento reflexivo de forma educacional no sentido de valorizar o seu próprio comportamento e conduta.
A nova tecnologia do sexo surgida no século XIX, se desenvolveu ao longo de três eixos: o da pedagogia, o da medicina e o da demografia. Segundo ALTAMANN  Helena, o sexo passa a ser negócio de Estado e, para que ele seja administrado, todo o corpo social e quase cada um de seus indivíduos são convocados a  posicionarem-se em vigilância. Desenvolvido a toda tecnologia da vida política, o sexo faz parte das disciplinas do corpo que permite um exercício de micro poder pertencente à regulação das populações tornando-se individualidade à vida do corpo e à vida da espécie.
No Brasil em decorrer dos anos 20 e 30 ocorreram os problemas de "desvios sexuais" deixando de serem percebidos como crimes passando a serem concebidos como doenças sendo assim, a escola torna-se um espaço de intervenção preventiva da medicina higiênica cuidando da sexualidade de crianças e adolescentes a fim de que produzam comportamentos normais.
A orientação sexual deve estar presente no âmbito escolar do sistema educacional, impregnando toda àrea do conhecimento não apenas da Educação Física, mas também de todas as disciplinas do conhecimento que atribuam questões relacionadas ao tema. Intensificando os conteúdos para que possam favorecer a compreensão do ato sexual relacionados à manifestação da sexualidade.

Contudo, o trabalho de Orientação Sexual visa desvincular os preconceitos e tabus da sexualidade apontando como algo ligado ao prazer à vida entre cada ser, por isso não deve ser punido e nem proibido no ambiente escolar mas intervir nesse espaço concebendo uma função transversal que possa atravessar as fronteiras disciplinares do conhecimento.    

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